Hematologia Clínica - O setor realiza os estudos hematológicos
nas amostras encaminhadas, realizando os seguintes exames/análises: Hemograma
(com contagens diferenciais e avaliações morfológicas nas distensões); Contagem de Plaquetas (Automatizado e em
Câmara de Neubauer); Contagem de Reticulócitos; VHS; Curva de Fragilidade
Osmótica; Ferritina.
Hemoglobinopatias - Desenvolve atividades com a finalidade de
diagnóstico e investigação de Hemoglobinopatias nos pacientes encaminhados
pelos ambulatórios, assim como triagem dos doadores de sangue para detectar
hemoglobinas anormais. Análises:
Hematoscopia; Contagem de Reticulócitos; Pesquisa de Inclusões
eritrocitárias; Pesquisa de Corpos de Heinz; Resistência Osmótica; Corrida
Eletroforética em pH Alcalino; Corrida Eletroforética em pH Ácido; Dosagens de
HB A, A2, FETAL, S.; Teste de Falcização.
Hemostasia e Coagulação - Realiza as provas de coagulação de
rotina, para os pacientes anticoagulados com desordem de coagulação,
encaminhados pelos ambulatórios fazendo a dosagem de fatores, inibidores da
coagulação, fibrinólise e também estudos da Agregação Plaquetária. Análises -
Estudos da Agregação Plaquetária; Tempo de Protrombina; Tempo de Tromboplastina
parcial Ativado (TTPA); Quantificação do fator de Von Willebrandt (VWF); Ensaio
de ligação do fator de Von Willebrandt ao colágeno (CBA); Tempo de Trombina;
Fibrinogênio; Fator VIII; Fator IX; Inibidores do fator VIII e IX; Proteína C;
Proteína S; Antitrombina III; Resistência a Proteína C Ativada; Anticoagulante
Lúpico.
Controle de Qualidade de Hemocomponentes - De acordo com as determinações da
legislação vigente, os Hemocentros devem encaminhar 1% dos hemocomponentes para
testes de Controle de Qualidade, a fim de atestar que os mesmos foram
processados corretamente atingindo assim os padrões por ela definidos. Análises:
Dosagem do Fator VIII; Dosagem do
Fibrinogênio.
Laboratório.
Coagulômetro.
Um hemograma completo é um teste que dá informação sobre os três
principais tipos de células no sangue.
O
hemograma conta o número de cada um dos três tipos de células no sangue e
mostra se seus níveis são baixos, normais ou altos.
O sangue é um tecido vivo que circula pelo corpo humano e que tem como
finalidade levar o oxigênio e nutrientes a todos os órgãos do corpo humano.
Além de sua importante função, o sangue também é composto por grupo e
subgrupos, como por exemplo, ABO (A, B, O) e os Rh (positivo ou negativo).
Quando nos referimos ao sangue, temos que
entender sobre as células que o constitui e também de suas principais funções.
As células do sangue:
I.
Glóbulos vermelhos
(Hemácias);
II.
Glóbulos brancos
(leucócitos);
III.
Plaquetas.
Glóbulos vermelhos: são células que carregam
a hemoglobina e também são responsáveis pelo transporte do oxigênio dos pulmões
para os tecidos e da retirada do dióxido de carbono que serão eliminados pelos
pulmões.
Plaquetas: são fragmentos de grandes células que compõe o sistema de
coagulação do sangue e que também é responsável pela formação do tampão
plaquetário que age na prevenção de hemorragias.
Células vermelhas do sangue (hemácias ou eritrócitos) – estas células
transportam oxigênio para seu corpo.

Glóbulos brancos: são células responsáveis por defender os organismos
contra agentes infecciosos como vírus, bactérias e substâncias estranhas.
Os glóbulos brancos ou leucócitos com também são conhecidos, são
produzidos na medula óssea.
Glóbulos brancos (leucócitos)– estas células ajudam no combate a
infecções. O chamado diferencial dos "glóbulos brancos" (aquela
porcentagem que aparece logo abaixo do total de leucócitos) informa qual a
proporção de cada um dos cinco tipos diferentes de glóbulos brancos, sendo que
cada tipo tem uma função diferente.
O diferencial também mostra se o paciente tem células brancas anormais
(sangue), o que pode levar à suspeita de alguma doença hematológica, como as
leucemias.
Plaquetas – plaquetas são fragmentos de citoplasma de células que têm
função na coagulação e hemostasia, ou seja, ajudam a formar coágulos.
O coágulo é como se fosse um “plug” que consegue parar
o sangramento após um ferimento.
A formação do coágulo depende também dos fatores de coagulação,
que não são avaliados no hemograma completo e sim no coagulograma.
QUADRO DESCRITIVO TEÓRICO-PRÁTICO.
Paciente João Catutuva foi ao médico fazer uma
consulta de rotina, por apresentar os seguintes sintomas:
a. Cansaço e fraqueza;
b. Sangramento maior que o normal da
pele, nariz ou gengivas;
c. Aparecimento de manchas roxas grandes
ou em grande quantidade; e.
d. Suspeita de infecção.
O médico então solicitou o exame visando ter algumas
medidas: Quanto espaço as células vermelhas do sangue ocupam no sangue, chamado
de "hematócrito"; Quanta "hemoglobina" está presente - a
hemoglobina é a proteína que transporta oxigênio no sangue; Informações sobre o
tamanho e a forma das células vermelhas e se suas plaquetas se estão menores ou
maiores do que o normal.
Estando na posse do exame (os resultados do teste
podem mostrar) várias condições de saúde. Exemplos:
Células vermelhas do sangue (hemácias ou eritrócitos):
·
Quando
estão em grande quantidade, chamamos de policitemia.
·
Quando
estão em pequeno número, chamamos de anemia.
A anemia é classificada de várias formas, a mais comum
se baseia na hemoglobina (Hb).
a. Hb entre 12 e 10: leve;
b. Hb entre 7 e 10: moderada;
c. Hb < 7: importante.
Glóbulos brancos (leucócitos):
·
Quando
estão aumentadas em número, chamamos de leucocitose, pode acontecer nas
infecções bacterianas, por exemplo.
·
Quando
estão em pequeno número, chamamos de leucopenia.
Quando há redução dos neutrófilos (neutropenia), há
risco aumentado de infecções.
a. Neutrófilos entre 1500 e 1000:
neutropenia leve;
b. Neutrófilos entre 1000 e 500:
neutropenia moderada;
c. Neutrófilos < 500: neutropenia
importante.
Plaquetas:
·
Quando
as plaquetas apresentam um número aumentado, chamamos de plaquetose (ou
trombocitose).
·
Quando
estão em pequeno número, chamamos plaquetopenia (ou trombocitopenia).
Nesta situação pode haver sangramento, dependendo do
grau da plaquetopenia:
a. < 10.000 a risco de sangramento
espontâneo;
b. < 50.000 a risco de sangramento
quando submetido a trauma ou procedimentos de pequeno e médio porte;
c. < 100.000 a risco de sangramento
quando submetido a trauma ou procedimentos de grande porte (cirurgia da cabeça,
do coração ou dos olhos).
Condições que afetam a "medula óssea", que é
o espaço no meio de ossos que produz todos os tipos de células do sangue,
normalmente são identificadas no hemograma. Mas nem todas as alterações no
hemograma refletem problemas na produção do sangue, algumas vezes as células se
perdem (sangramento) ou são destruídas (doenças autoimunes).
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